Quando a identidade de género não coincide com o género que foi atribuído à nascença

As pessoas transexuais têm um sentimento íntimo de que a sua identidade de género não coincide com o género que lhes foi atribuído à nascença. Essa descoincidência cria normalmente forte ansiedade relacionada, muitas vezes, com a rejeição do corpo e acentuada pela pressão social.

Abordaremos este tema focando a transição social na família e ambiente escolar.

Para debater convidámos Luís Santos, Professor Auxiliar na Universidade Fernando Pessoa, Zélia Figueiredo, psiquiatra no Hospital Magalhães Lemos e Sandra Monteiro, mãe de um jovem transgénero e sócia da AMPLOS (Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual e Identidade de Género), com moderação de Graça Lacerda, responsável pelo Serviço Educativo da Galeria Municipal do Porto/Jardins do Palácio de Cristal.

Como ponto de partida temos a curta metragem A Sra. McCutcheon, do realizador John Sheedy. Tom, de 10 anos, sente que nasceu no corpo errado. Agora que frequenta a terceira escola seguida, continua sem saber muito bem quem é e a não ser aceite pelos colegas. Mas o baile da escola vai revolucionar tudo.

Público em geral e crianças com +10 anos
Entrada gratuita

Graça Lacerda

Nasceu no Porto. Formação Académica em Ciências Políticas/História Medieval e Moderna na Universidade de Heidelberg e experiência profissional como animadora cultural no museu Beethoven-Haus em Bona/Alemanha.

Técnica Superior na Divisão de Ação Cultural e Científica da Câmara Municipal do Porto. Responsável pelo programa de Serviço Educativo da Galeria Municipal do Porto/Jardins do Palácio de Cristal cuja missão é aproximar diferentes públicos à arte contemporânea através do alargamento de conhecimento e a promoção do pensamento crítico.

Colabora na área públicos/comunicação do Fórum do Futuro, festival de pensamento no Porto que reúne convidados de várias geografias culturais com o objetivo de refletir sobre questões fundamentais para as sociedades contemporâneas, entre elas a ideia de género e a transsexualidade.

Luís Santos

Luís Santos é Professor Auxiliar na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Fernando Pessoa. É também Doutorado em Psicologia pela Universidade do Minho e os seus interesses de investigação são Género, Sexualidades, Saúde e Mudança em Psicoterapia.

Sandra Monteiro

Sandra Monteiro, 43 anos, casada, mãe de 2 rapazes e fisioterapeuta desde 1995.

A minha jornada nos caminhos do trans começou há 16 anos, quando nasceu a minha primeira filha, a Tânia, isto é, o meu filho Jaime.

Desde muito cedo o Jaime (Tânia) começou a vestir-se como um rapaz e os seus heróis eram sempre masculinos, mas só em Julho de 2017 é que o Jaime assumiu que sempre quis ser um rapaz e que odiava o seu corpo de rapariga, e que queria fazer a mudança de sexo.

Desde esse dia que temos procurado ajuda médica para iniciarmos o processo, que é lento e muito moroso. Tentamos conhecer as associações existentes para ter algum suporte e acompanhamento e encontramos as portas abertas na AMPLOS e REDE EX AEQUO.

Verdadeiramente a minha batalha, para alcançar a felicidade do meu filho, a mudança de género e nome e a compreensão das dificuldades que estas crianças e pais têm neste caminho do Transgénero começou em Julho de 2017. E, tudo farei para que esse objetivo seja alcançado.

Zélia Figueiredo

Zélia Figueiredo é psiquiatra. Terapeuta sexual e responsável pela consulta de sexologia do Hospital Magalhães Lemos, onde desenvolve trabalho com pessoas Trans. Durante 4 anos foi presidente da Associação Jano (Associação de  apoio a pessoas Trans). É ainda terapeuta familiar e Formadora nas Sociedades de Terapia Familiar e de Sexologia.

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